Cintia Velloso Malpelli
Responsabilidade Relacional. Você entende o que é isso?
Responsabilidade Relacional
Olá, caro leitor(a), tudo bem com vocês? O meu último texto gerou muitos questionamentos das pessoas acerca da traição e dos combinados dentro das relações e surgiram perguntas como; O que é combinado relacional? Já li a respeito da Responsabilidade Relacional, você poderia fazer um texto explicando melhor a respeito? Você atende casais? Mas como é isso? É terapia igual a terapia individual? Você tem um preferido no atendimento de casal? Enfim, essas foram algumas perguntas que vou destrinchar nessas poucas linhas que digitei para vocês caros (as) leitores. Vamos lá rsrsrsrs!!! O Combinado Relacional se trata do acordo que o casal estabelece na relação desde o início dela. Nesse caso estou falando de um casal com uma relação a dois fechada. Mas existem vários outros combinados relacionais para outros tipos de relação…
Exemplo: Existem vários formatos de relação hoje em dia. Relações Abertas, Relações Fechadas, Poliamor e, essas relações podem ser a dois, independente do sexo ou do gênero, a trio, a dois mas aberta, na qual, tanto um compnaheiro quanto o outro podem se relacionar com outras pessoas fora da relação, aberta que precisa ser comunicado antes de se envolver com alguém externo a relação, aberta que ambos fazem questão de não saber com quem se envolvem. Relação em grupo, onde vários indivíduos se correlacionam uns com os outros (Poliamor), na qual pode ser criada uma estrutura de dias, horários e formato dessa relação que será estabelecida pelo grupo. Enfim, o combinado relacional, trata do que tange a estrutura dessa relação, o exemplo mais comum, é um casal que estabelece uma relação fechada, na qual o ato de se relacionar com uma terceira pessoa para ambos é traição, no Poliamor, nos trizals e nas relações a dois abertas isso não é uma regra desse combinado relacional. O combinado relacional são as coisas que vocês dizem um para o outro sobre a relação do casal. Quero ou não ter filhos, quero ou não me casar, não aceito ser traída(o), quero ou não morar junto. O combinado relacional é tudo que se torna regra na relação. Por exemplo, quando um casal tem o primeiro filho, esse casal reestrutura o combinado relacional, adicionando uma terceira pessoa que vai depender de ambos e além do combinado que já existia no relacionamento do casal, cria-se outro combinado entre eles, adicionando uma terceira pessoa e esse se torna o combinado familiar, mas o combinado de casal não precisa deixar de existir. A relação do casal é uma e a relação dos pais com o filho é outra.
Sobre as perguntas relacionadas ao atendimento de casal… Sim, eu atendo casal. Não, não é uma terapia igual a individual, os meus pacientes não são as pessoas da relação, mas sim, a relação em si… Não tenho um preferido, atendo um casal como profissional, não sou a mãe que vai mediar o conflito dos filhos e que por questões de identificação ou edipianas vai tratar um ou outro diferente. Mais uma vez, meu paciente é o que está entre o casal, ou seja, meu paciente é a relação. Se eu identifico durante a terapia de casal que o problema é de ordem individual, eu chamo o cônjuge respectivo para uma sessão individual e pontuo que aquilo é dele(a) e digo que isso precisa ser levado ou trabalhado na terapia individual, pois não é um problema da relação do casal (meu paciente em questão).
A terapia de casal é breve, não é pra ser pra sempre, é pra alinhar os combinados do casal, rever ou reestruturar para que a relação possa continuar evoluindo de forma saudável e aqui vale ressaltar um outro ponto, a terapia de casal não é muleta para que tudo seja a vida toda levado para a psicóloga afim de não romper uma relação que claramente terminou e que o casal insiste em continuar. Saiba que se um casal nessas condições buscam a psicóloga, muitas vezes, a terapia de casal se torna o espaço para viver o luto de uma relação que já acabou e que precisava que ambos conseguissem compreender para seguirem suas vidas, às vezes com mais leveza, às vezes feridos porque findar algo muito longo dói, mas convictos de que foi o necessário.
Como disse no texto anterior, a traição muitas vezes é um sinal de que o casal não se olha mais e vive uma relação de aparências ou pautada em um modelo social arcaico que diz que se você casou, deve ficar junto para sempre. E eu sempre defendo, se for da vontade dos dois, porque quando um não quer mais, a única coisa que resta é afastamento, desrespeito, dor e isolamento relacional e, nesse caso, não é bom pra nenhum dos dois. Acredito que respondi algumas das perguntas e consegui dar a vocês uma reflexão mais profunda acerca dos acordos relacionais que vocês fizeram em seus relacionamentos atuais e até mesmo os já vividos. Até o próximo texto meus queridos!!!
Autora: Cintia Velloso Malpelli (Psicoterapeuta á 8 anos em São Bernardo do Campo-SP)
Psicóloga: CRP:06/137183
Agendamento pelo WhatsApp 55(11)99926-2926
Site: https://www.psicocintiavelloso.com.br
Instagram: @psicocintiavellosomalpelli



