Cintia Velloso Malpelli
Porque Escolhi com Muito Amor Empoderar Mulheres???
Empoderamento
Olá, caro leitor(a), como vocês estão? Hoje quero falar um pouco com as mulheres, mas os homens também podem entrar nessa conversa para agregar e somar!!!
Quero contar pra vocês, porque escolhi empoderar mulheres. Bom meninas, além de vocês serem maravilhosas, fortes, guerreiras e determinadas!!! Você é uma pessoa que precisa entender que às vezes, ser forte, é se permitir descansar, ser forte, é se permitir ser acolhida, ser forte também é comemorar as suas vitórias e que por mais determinadas que vocês sejam em dar suporte no trabalho, com a família, com os companheiros e companheiras, com os amigos, com os filhos e com seus pais, você somente se esquece de fazer o mesmo por você mesma e isso é um dos pilares que me fizeram voltar o meu olhar para o universo feminino.
Hoje, com o mundo corporativo dando mais espaço para a criatividade feminina, estamos nos tornando valorizadas como profissionais e ao passo que isso é muito positivo e importante para a nossa conquista coletiva, também estamos nos sobrecarregando a fim de nos desafiar ainda mais, a mostrar cada vez mais a nossa capacidade. Isso boa quando se tem equilíbrio e se sabe o próprio limite, mas na maioria das vezes, ainda percebo mulheres se sentindo inseguras no ambiente profissional, passando por situações extremas de trabalho, onde se colocam a serviço da empresa para além do período integral por medo de não serem o suficiente, de que outra pessoa lhes tome o cargo e porque precisamos constantemente, mostrar o nosso valor para os pais, para companheiros e companheiras, para os filhos, para a família, para a sociedade e principalmente para os nossos chefes e empresa que estamos inseridos. Isso por si só, minha querida leitora, já nos gera uma sobrecarga emocional absurda…
Estamos transitando em ataques de ansiedade, dificuldade de dizer não por medo de substituição, por medo de sermos desvalorizadas nas relações pessoais e profissional. Medo de que amanhã, alguém seja melhor que eu. Medo de que eu seja substituída se eu precisar faltar para cuidar dos meus filhos, pais ou simplemente, porque sou um ser humano que também adoece e que por muitas vezes, aprendeu a ser resistente a dor e ir trabalhar, a ser resistente a doença e ir trabalhar, porque para a mulher, não é ofertado socialmente o direito de adoecer e se cuidar como é ofertado aos homens… E veja bem, não estou aqui querendo causar a "guerra dos sexos”, só estou dizendo o que cada mulher está sentindo dentro dela nesse momento. Veja bem, eu sou mulher e percebo que o caminho para o reconhecimento das habilidades e competências individuais de cada mulher dentro de um coletivo vem sempre atrelado ao fato de ter que superar o outro, de ter que mostrar a quê veio e dentro desse processo, continuar passando por situações de desrespeito e tendo que ouvir piadinhas sobre seu corpo, sua TPM e seu jeito esquentadinha de ser. Ainda estamos sendo rotuladas, apesar de trabalharmos igual e com a mesma eficácia atribuídas aos homens.
Ainda nos sentimos inseguras quando estamos num elevador cheio de homens e você é a única mulher, se colocando numa postura rígida e defensiva por medo de ser desrespeitada pelo simples fato de ser uma mulher sozinha num elevador cheio de homens. Ouço muito que as mulheres estão muito "masculinizadas", que estão "invadindo" o universo masculino, mas na contramão, percebo que os homens, por sua vez, é claro, nem todos, deixaram de nos apoiar, de nos dar suporte para estarmos mais descansadas, de nos acolher quando precisamos desabar, de serem o suporte dentro do relacionamento para essa mulher que mesmo sendo muito forte, inteligente e determinada, também é um ser humano que precisa ser acolhido, respeitado e ter suporte dentro da sua família.
Então, antes de destrinchar rótulos às mulheres, percebam que corre sangue em nossas veias, tão vermelho quanto o seu, temos ossos vocês e um cérebro que sente, pensa, raciocina e funciona igual ao seu. Porque sim, querida leitora e querido leitor, os sentimentos, as emoções e os hormônios "enlouquecidos" como escutamos com muita frequência, estão dentro do nosso Sistema Nervoso Central, vulgo, cérebro e não no nosso ventre e não nosso coração, em resumo, é igual para todos, o que acontece no organismo feminino assim como no organismos masculino são respostas fisiológicas, biológicas e comportamentais comandadas pelo nosso cérebro.
Ahh Cintia. Você está querendo falar de igualdade, na verdade não, estou querendo falar de singularidade humana. Somente te falando que a nossa biologia pode ser diferente devido a divisão cromossômica, mas o princípio biológico de que fomos feito é o mesmo antes disso, então porque temos que ser desrespeitadas, porque temos que ser frágil e estar sobrecarregadas para que possamos ser apoiadas e respeitadas em nossa sociedade?
Mulheres, escolhi empoderar vocês, porque também já me senti assim ou longo dos meus 41 anos e sei quantas vezes, precisei me colocar na defensiva para ser respeitada, mesmo sentindo medo em situações que deveria me sentir segura, mas que não sentia por medo de ser desrespeitada ou sofrer piadas machistas que me feriam e faziam com que me sentisse diminuída, mas hoje, me sinto grande e quero muito que você também se sinta dessa forma que encontre em você esse caminho interno. O processo terapêutico me ajudou muito a superar os meus traumas e uma criação rígida e machista e, hoje, com muito carinho te convido a superar os seus medos e traumas de infância, adolescência, enfim, de vida, para se sentir segura consigo mesma, forte internamente e para que possa aprender que o não, é libertador!!!
Autora: Cintia Velloso Malpelli (Psicoterapeuta á 8 anos em São Bernardo do Campo-SP)
Psicóloga: CRP:06/137183
Agendamento pelo WhatsApp 55(11)99926-2926
Site: https://www.psicocintiavelloso.com.br
Instagram: @psicocintiavellosomalpelli



