• São Bernardo do Campo, 19/06/2026
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    Cintia Velloso Malpelli

    Autoconhecimento? Vamos olhar de outro jeito pra isso?


    Autoconhecimento? Vamos olhar de outro jeito pra isso?



    Minha querida leitor(a) venho refletindo sobre uma pergunta que muitos pacientes já me fizeram ao longo desses oito anos de clínica e hoje, quero dividir com você um pouco do que penso a respeito dessa temática. Você já se perguntou o que é autoconhecimento? Você já se questionou sobre o quanto verdadeiramente se conhece? Você já parou para compreender a dimensão que essa palavra tem?

    Pois bem, se ainda não parou para pensar a respeito é hora de se dar a oportunidade… Sempre que alguém faz essa pergunta ela vem carregada do desejo de compreender a si mesmo, seja em parte ou como um todo. Esse questionamento traz mais do que a curiosidade, traz verdade, traz a força que existe dentro da pessoa que ousa questionar a si próprio. Traz a coragem de desbravar o desconhecido. A ousadia de tentar ver o que muitas vezes, nem se permitiu enxergar. 

    Autoconhecimento é um tremendo palavrão não é??? Mas tem que ser, até mesmo para fazer jus ao tamanho do seu significado O autoconhecimento, penso eu, é algo individual, singular, único e inerente a cada ser humano. Não tem algo que o explique totalmente, normalmente, as explicações sobre o autoconhecimento vem mais como um bordão do tipo “autoconhecimento é compreender a si mesmo, suas atitudes, seus comportamentos e seus pensamentos”, não deixa ser em parte, verdade, mas isso, ao meu ver é muito raso, genérico e vem de um mundo em que tudo é feito pela AI e que todo mundo quer respostas rápidas e não pensar no que realmente significa. Para mim, quanto psicóloga, psicanalista e ser humano que sou, isso vai para muito mais além…

    Autoconhecimento está mais atrelado às nossas raízes, a nossa memória, aos nossos antepassados, a história da nossa família, a nossa história, ao contexto social e econômico que estamos inseridos, a questões genéticas, comportamentais, emocionais, psicológica, litúrgica no que tange a nossa crença. E veja bem caro leitor(a), não estou aqui falando de legião, não é sobre isso, mas sim, sobre as crenças individuais que cada um carrega podendo ou não serem atreladas à própria fé. Falo de conhecer aspectos que são herdados, aprendidos, adaptados, ressignificado ao longo da sua vida e que por vezes, discutimos durante o processo terapêutico com a intenção de compreender um pouco mais sobre si mesmo(a) e sobre como lidamos com o mundo ao nosso redor. É a reflexão sobre os nossos incômodos, as nossas perspectivas sobre as coisas e as pessoas, mas também é algo que ressalta a peculiaridade do nosso ser, através da nossa própria história…

    Pronto, você vai dizer que estou filosofando e talvez esteja mesmo, porque conhecer a si próprio é se permitir pensar fora da caixa e olhar o mundo de outra forma, compreender o que esse mundo te desperta e como você lida com isso, mas não para facilitar a vida de quem está ao seu redor, mas sim, a sua vida. Dito isso caro(a) leitor(a), venho te dizer que não há de fato como definir o que é autoconhecimento porque para cada um, vai depender exclusivamente de fatores como; De onde vim? Família, núcleo social. Como me comporto com o mundo ao meu redor, quais são minhas expectativas sobre o outro e sobre mim mesmo(a)? Quais são minhas crenças e como isso me afeta de modo geral? O que a minha genética, características herdadas de comportamento, crenças, pensamentos e raciocínio diz sobre mim? Como é minha relação com as pessoas e com as coisas? E o que tudo isso diz sobre mim, mas sem esquecer o mais importante… A partir disso, o que vou fazer com isso? Onde aplicar esse autoconhecimento dentro e fora de mim? 

    Percebem ? Autoconhecimento é uma palavra que só pode ser definida a partir de cada pessoa, a partir do conhecimento do seu próprio ser consigo mesmo e com o mundo que te cerca, mas sem jamais esquecer da sua constituição familiar, social, filosófica, psicológica, afetiva, comportamental e genética, tudo isso, atrelado ao fato de que para você ser um ser humano inteiro, houveram dois e antes desses dois, sua família, sua árvore genealógica, suas origens, seus ancestrais. Me despeço aqui caro(a) leitor(a), esperando ter provocado em você um pouco das reflexões que esse texto buscou despertar!!! Até mais ver!!!!   


    Autora: Cintia Velloso Malpelli (Psicoterapeuta á 8 anos em São Bernardo do Campo-SP)

    Psicóloga: CRP:06/137183

    Consultório Psicopelli 

    Agende sua sessão pelo WhatsApp (11) 99926-2926




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